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Do mato ao mar
13/01/2011

Will e Fabiana iniciaram essa jornada em fevereiro de 2010. Partiram do Rio de Janeiro rumo a região sul do Brasil. Em abril chegaram a Campo Grande, MS, e nós tivemos a oportunidade e o privilégio de acompanhá-los com mais dois trikes e dois ultraleves básicos no trecho sobre o pantanal sul-mato-grossense, acompanhando-os até a Pousada Caburé.
Willem é holandês, vive e trabalha no Brasil desde 2005 e Fabiana é brasileira, natural do Rio de Janeiro. Willem já havia completado vôos pelo interior da África do Sul onde morava antes de ser transferido para o Brasil. Fabiana accompanhou seu entusiasmo pelo vôo de trike desde eles se conheceram e foi exposta a vários tipos de condições de vôo antes que ela decidiu de participar na jornada.
Abaixo há um texto que foi escrito pelo Will, especialmente para o jornal da ABUL – edição de janeiro de 2011:

Uma viagem de trike ao redor do Brasil

Nossa viagem era projetada para ser uma vista aérea dos intocados parques nacionais do Brasil e grande variedade de paisagens naturais assim como suas terras cultivadas. Mas acima de tudo, é nossa vontade de viver a vida e a emoção do vôo de trike que nos levou a fazer isso. Quisemos admirar e ficar surpresos. Em nossa vida moderna e condicionada é difficil de ficar surpreso e não saber como e aonde o dia vai terminar. Um dos nossos objetivos era sentir um sentimento de aventura como se fosse uma jornada de descobertas.
O vôo ao redor do Brasil foi programado para ser realizado em 6 até 8 etapas. Afinal foram 7 etapas cobrindo uma distância de 8.040 milhas náuticas (14.890 km). Cada etapa estava sendo percorrida em 3 semanas dentro da esquema do trabalho. O percurso abrangia todas as regiões do Brasil. A 1ª etapa correu ao longo da costa dos estados do sul e pelo interior até Foz do Iguaçu. A 2ª etapa, via Bonito, terminou em Campo Grande. A 3ª etapa cruzamos o Pantanal pela coração, incluímos a Chapada dos Guimarães e subimos a mapa pela fronteira com a Bolívia para Rondônia. A 4ª etapa voamos o “tapete verde” pela Transamazônica e seguimos o Rio Tapajós terminando em Santarém. A 5ª etapa voamos pelo Rio Amazonas até Belém, pelo interior da Maranhão até São Luis e pelo litoral até Fortaleza. A 6ª etapa foi do litoral nordeste até o foz do rio São Francisco e V.O.R. (“Visual Over River”) rumo Brasília. A 7ª e ultima etapa de Brasília via Goiás para Minas Gerais e mas ou menos seguindo a rota da antiga Estrada Real terminando em Paraty.
Dedicamos 2010 inteiramente em função da nossa viagem. Nossa vida literalmente girava ao redor das etapas. Sempre processando as experiências da ultima e preparando a navegação da próxima. A cada etapa crescíamos como time e desenvolvíamos cada vez mais nossas próprias tarefas, quanto em vôo, tanto no solo.
Fabiana: É difícil resumir nossa jornada até então em algumas palavras. Cada etapa voada pode comparar com um filme diferente, cujo script tem que ser escrito ainda. Talvez num livro. Acredito que nós estamos ainda um pouquinho tontos com os acontecimentos, imagens e cenários na cabeça. Não podemos dizer qual das etapas foi a melhor. Cada uma tinha suas próprias circunstâncias e belezas. Mas talvez as etapas pelos estados da região amazônica eram a verdadeira aventura devido ao sentimento constante de estar longe da civilização e apoio.
Willem: Admito que nós subestimamos o litoral do nordeste. Não me preocupava muito com a navegação mantendo o mar do lado esquerda rumo sul. E com a meteorologia menos ainda por causa da reputação stereotipada daquela região de sol e praia. Na prática, não conseguimos voar nivelado por mais que 10 segundos na maioria do tempo. Realmente esta etapa deu o mais trabalho para ser concluído. Brasil é tão grande, é provavelmente impossível voar de trike durante um ano e passar pelas todas as regiões do Brasil na estação ideal.
As vezes as pessoas nos perguntam porque voamos trike, e não por exemplo um ultraleve avançado, que seria mas rápido, mas confortável. Nós voamos trike porque a emoção de vôo de trike é completamente diferente de tudo que você pode imaginar. Esta emoção é muito difícil de colocar em palavras. Não se trata de adrenalina ou coisas assim. Trata-se de um profundo sentimento de estar em outra dimensão. A sensação de liberdade, de estar flutuando em três dimensões, é simplesmente espiritual. Alguns gostam de brinquedos, mas a maioria dos trikeiros voam para esta emoção especial que você não vai conseguir sentir voando um avião com cabine fechada. Aviões convencionais e helicópteros são rápidos e excitantes, mas você está dentro de um cockpit. Se nós queremos chegar ao nosso destino de forma rápida e confortável, vamos de avião comercial. A rota por si é a atração, não apenas o destino.
Muitas vezes ouvimos as pessoas dizendo que eles nos admiram por nossa coragem de viajar em nossa máquina aparentemente frágil. O público tem que entender que trikes têm evoluído muito desde os seus 30 anos ou mais de existência. Trikes modernos são muito bem projetados e seus triciclos e suas asas são construídas com materiais de melhor qualidade disponível na indústria. Apesar de sua aparência frágil, são incrivelmente fortes e têm um dos melhores registros de segurança na aviação desportiva. Com suas asas de alta sustensão, trikes simplesmente planam com segurança à terra em caso de pane do motor – estes dias, com motores de alto desempenho, uma ocorrência muito rara!
Nosso trike é "pelado", que dizer, sem carenagem, ou qualquer outra proteção contra o vento. Isto é por opção, porque para mim esta é a mais pura forma de voar. Nosso trike é todo aberto para curtir um vôo panorâmico excelente e para sentir a máxima da liberdade. Estar exposto ao vento faz parte. O inconveniente é que isto faz um vôo de longa distância mais desgastante.
Durante o vôo vestimos uma macacão à prova de vento e água (que já usamos como colchão ou saco de dormir...). A Fabiana trouxe botas de neve da Holanda para evitar pés frios nas altitudes mais altas. Nas malhões laterais carregamos entre outros um kit de primeiros socorros e um kit de sobrevivência, uma barraca, rede de nylon, conjunto de ferramentas e peças de reserva. Em cima das malhões amarramos 2 tanques flexíveis (igual uma folha quando vazio mas com capacidade para 25 litros de gasolina cada um). E entre as duas poltronas uma malinha com quantidade mínima de roupas para nós dois.
Fabiana: Quando conto para as minhas amigas ou familiares sobre os locais exóticos que visitamos, elas reagem cheio de entusiasmo e vêem nossa viagem como um passeio romântico. Mas quando eu respondo que só pude levar 1 sutiã, 5 calcinhas, (uma vestida), um par de chinelos e nada de maquiagem, o entusiasmo desaparece rapidamente. Ainda mais quando digo que às vezes vivemos de biscoitos e água durante um dia inteiro, passamos a noite sem tomar banho e às vezes acabamos dormindo no hotel de mil estrelas (ao lado do trike à céu aberto). Não há muitas mulheres por aí que estão dispostas e com vontade de viajar desta forma e suportar o desconforto de voar por longas horas ao ar livre.
Willem: Por isso me considero muito sortudo com ela como meu copilota!
Estamos muito felizes que todas as etapas foram de pleno sucesso, mas ao mesmo tempo estamos um pouco tristes porque nossa jornada de vôo, que virou um estilo da vida, chegou ao fim. Fizemos muitas amizades novas e se a gente tivesse aceitado o convite de todos para ficar um pouco mais nos locais onde pousamos, esta jornada iria demorar 2 anos a mais para terminar! Nossa idéia era estar de volta em casa antes de natal. Não vai ter presentes este ano, o dinheiro acabou, mas podemos olhar de volta numa experiência que não tem preço!

Há um álbum de fotos de cada uma das etapas da viagem na página oficial da jornada DO MATO AO MAR (clique aqui).

Fonte: Ultraleve News, edição de janeiro de 2011 – uma publicação da Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL).

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