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Intercom – uma análise dos diversos modelos
05/01/2012

Fonte: Ultraleve News – agosto 2011

A comunicação entre os tripulantes de uma aeronave é feita através de um equipamento eletrônico que pode ser conhecido como intercomunicador; interfone; ICS – das iniciais em inglês “Intercomunication Control System”; caixa de controle de áudio ou simplesmente intercom. Atualmente há uma extensa gama de opções de intercomunicadores para a aviação leve. Há intercomunicadores simples, que possibilitam a conversação de apenas duas pessoas (piloto e co-piloto) e outros para aviões maiores, com dois ou mais passageiros. Todos têm conexão para o rádio VHF, mas entradas de áudio auxiliares, para alarmes, avisos ou música variam muito de um modelo para outro. Os rádios VHF recentemente passaram a vir também com intercom, proporcionando uma opção a mais e talvez uma dúvida na hora de escolher qual é a melhor configuração para a comunicação da tripulação a bordo.

As aeronaves mais antigas possuíam um botão PTT (Push To Talk) para os microfones não ficarem abertos o tempo todo. O tripulante pressionava o botão para falar, igual à forma como se transmite no rádio VHF, mas os botões PTT são distintos – um para o intercom e outro para o rádio. Havia também uma chave “HOT MIKE” para os microfones ficarem abertos o tempo todo. Ainda há aeronaves assim, mas, o que é mais difundido atualmente são intercomunicadores com silenciador automático (squelch). O squelch (também conhecido como VOX) é um recurso eletrônico que abaixa o volume do intercom automaticamente logo após a fala, proporcionando um vôo mais confortável, sem os ruídos captados pelos microfones e sem a necessidade de pressionar PTT para falar.

Os primeiros rádios VHF que surgiram com intercomunicador incluso eram precários nos recursos oferecidos. Não possuíam squelch e nem controle de volume. Durante o vôo, os microfones ficavam abertos – porque na aviação leve não há o costume de instalar botão PTT para o intercom – e o volume era ajustado nos controles individuais dos fones auriculares. Os modelos atuais de rádios VHF já incorporam intercomunicadores com mais recursos. Possuem squelch e controle de volume, além de entradas auxiliares para música e alarmes. Porém, ainda perdem em facilidade de operação para os intercomunicadores distintos, separados do rádio. O ajuste do silenciador (squelch) do intercom do rádio não é feito girando-se um botão, como nos demais intercons. É preciso entrar na configuração do rádio – um processo um tanto complicado para uma grande parte dos pilotos da aviação leve. Costuma-se ajustar para um nível de sensibilidade adequado ao vôo de cruzeiro e quando no solo ou em regime de baixa potência, quando há mais silêncio na cabine, perdem-se as primeiras sílabas na hora de falar, devido ao nível de ajuste do squelch. Em um intercomunicador distinto, separado do rádio, basta girar o botão de squelch para aumentar a sensibilidade ou deixá-lo totalmente aberto nessas ocasiões.

Já em relação às entradas de áudios auxiliares, há sistemas de intercomunicação de rádios VHF que superam alguns modelos de intercom bem difundidos na aviação leve. Nos aviônicos atuais, o GPS e o TCAS falam literalmente com o piloto e ainda há a necessidade de outras entradas de áudio para alarmes e avisos. Esse é um dos pontos críticos atualmente, porque nem todos os fabricantes de intercomunicadores atualizaram os seus modelos para as necessidades atuais, exigindo dos técnicos instaladores improvisações para a junção desses áudios na mesma entrada de música, o que nem sempre é feito de forma adequada.

As caixas de controle de áudio distinguem-se dos demais intercomunicadores por conterem mais recursos para o gerenciamento de áudio da cabine e, conseqüentemente, pelo preço mais elevado. As mais usadas na aviação leve têm a mesma largura dos rádios VHF e geralmente são instaladas no console central do painel. O silenciador é de fácil ajuste, com o giro de um botão, e há entradas distintas para música estereofônica, alarmes, avisos, VOR, DME, NAV, além de telefone celular em alguns modelos. A comutação para transmissão no VHF1 ou VHF2 é feita na própria caixa de controle ou através de um botão instalado no manche e possui indicações luminosas para informar ao piloto qual dos rádios está em operação. Elas são projetadas para aeronaves que transportam passageiros, além de piloto e co-piloto. Para as aeronaves biplaces o uso de caixa de controle de áudio não trás o melhor custo-benefício, devido à subutilização.

Quase todos os intercomunicadores possuem uma chave que isola o piloto, deixando-o conectado somente ao rádio VHF, fora do intercom, quando necessário. Essa é uma exigência da FAA (órgão de regulamentação aeronáutica dos Estados Unidos) para homologação do equipamento. Alguns modelos de caixas de áudio mais utilizados pela aviação leve no Brasil possibilitam duas configurações:

1- O isolamento do piloto, que fica conectado somente ao rádio VHF, ou
2- A separação do piloto e co-piloto dos demais passageiros.

Uma dessas configurações deve ser escolhida no momento da instalação da caixa de controle de áudio na aeronave. Depois de feita a instalação, só haverá uma opção.

Quanto aos demais intercomunicadores, há uma extensa gama de marcas e modelos diferentes. São pequenas caixas, fixadas no painel da aeronave, com dois botões (volume e squelch) e uma chave para isolar o piloto. Há modelos que não precisam ser fixados no painel, porque têm todas as conexões de fones na sua própria caixa. Esses modelos têm a vantagem de não ficarem presos a uma única aeronave e a desvantagem de ter os cabos de todos os fones convergindo para a sua caixa, às vezes interferindo na mobilidade dos tripulantes e passageiros. Esses intercomunicadores podem ser monofônicos ou estereofônicos (ou simplesmente “mono” ou “stereo”). Esse detalhe é importante apenas para quem gosta de ouvir música durante o vôo. O intercomunicador estéreo tem dois canais de áudio, um para o fone direito e outro para o esquerdo, o que proporciona o efeito estereofônico da música.

Em relação à música, há alguns pontos importantes a serem considerados. Não há necessidade de instalar aparelhos de reprodução musical potentes no painel da aeronave. Pequenos pendrives-MP3 ou iPods são mais do que suficientes para ouvir música a bordo, com som de excelente qualidade. Por mais que se aumente o volume do som, os fones são incapazes de reproduzirem áudio que atinja 1 watt de potência (assim como os tímpanos dos ouvidos também não agüentam), então, um amplificador de dezenas de watts a bordo da aeronave significará apenas desperdício de peso, espaço e energia elétrica. A não ser que o dono do avião queira instalar também alto-falantes ou caixas de som, com twitters e subwooffers no interior da aeronave.

Ainda para quem gosta de música a bordo, de nada adianta estar equipado com um intercom estéreo, se os headphones não estiverem selecionados para esse modo. E isso é muito comum, porque os atuais fones, com sistema ANR, vêm de fábrica com a chave seletora no modo MONO e, em muitas vezes, permanece dessa forma, mesmo conectado a um intercom estéreo. A chave fica escondida dentro do suporte de pilhas do ANR e esse ajuste passa despercebido do piloto.

Alguns intercomunicadores possuem filtros de freqüência e/ou amplificadores diferenciais. Esses recursos influenciam na hora que os microfones são abertos, no momento da fala. Enquanto todos estão calados, o silenciador do intercom mantém os microfones cortados, mas, quando se inicia uma conversação, os microfones são abertos e captam além da voz da pessoa todos os demais ruídos que estão presentes no interior da cabine. Esses ruídos resultam num som agudo de fundo, semelhante a um “SSSSSS”... Os intercomunicadores dotados de filtros especiais diminuem esse efeito, tornando o ambiente a bordo mais silencioso e agradável, mesmo quando os microfones estão abertos. Esses recursos tornam-se ainda mais importantes, porque os sistemas de atenuação dos fones com ANR (Active Noise Reduction) não atuam nos áudios que vêm do intercom.

Para as aeronaves de 4 lugares, um detalhe que pode ser relevante é a possibilidade de separação dos dois tripulantes da frente dos passageiros de trás. A maioria dos intercomunicadores não oferece essa opção, todos falam entre si sempre e o recurso que os técnicos instaladores usam é pôr uma chave que possibilita cortar a comunicação dos passageiros, sem a possibilidade de conversarem entre eles. As caixas de controle de áudio podem separar o piloto e co-piloto dos passageiros, mas desde que esta função tenha sido escolhida no momento da instalação. Porém, há dentre os modelos disponíveis no mercado intercomunicador que oferece as duas possibilidades, através do comando de uma chave de três posições:

1- Todos falam entre si;
2- Os tripulantes da frente falam entre si e os dois passageiros também entre eles, mas os da frente não se comunicam com os de trás;
3- O piloto fica conectado apenas no rádio VHF, enquanto os outros três falam entre si.

Diferente do que ocorre nas caixas de controle de áudio, o piloto pode escolher a qualquer momento a configuração ideal para o intercomunicador. Na posição 1 as quatro pessoas dentro da aeronave conversam entre si, mas se os homens na frente tiverem assuntos diferentes das mulheres atrás, basta mudar a posição da chave para separar a conversa e ambos (os da frente e os de trás) terem mais liberdade para conversarem o que quiserem. Se a conversa do co-piloto com as duas passageiras de trás estiver atrapalhando o piloto, ele pode posicionar a chave em 3 e fica desconectado do intercom, só ligado ao rádio.

Dentre os áudios a bordo, além da conversação entre os tripulantes e passageiros, do rádio VHF e da música, há outros áudios presentes que podem ser classificados como ALARMES e AVISOS. Os avisos, assim como a música, devem ser cortados para o piloto no momento de comunicação pelo rádio VHF, mas os alarmes – como o de stall, por exemplo – o tempo de espera pode ser fatal. Não apenas essa diferenciação é importante, na análise dos recursos oferecidos por um intercomunicador, como a forma em que esses áudios serão ligados ao intercom. Há modelos que requerem um projeto à parte (ou improvisações), enquanto outros já vêm com as soluções prontas.

Muitas das informações aqui contidas dizem respeito às aeronaves com cabine fechada ou que possuem pára-brisa eficiente, que impede a incidência de vento nos microfones. Trikes e demais ultraleves ou aeronaves abertas, em que o piloto recebe o vento no rosto, necessitam de fones, microfones e intercomunicadores especiais, que falaremos em outra oportunidade.

Os aspectos técnicos podem ser desinteressantes para quem quer somente voar. Mas, a informação das opções de intercomunicadores pode contribuir para a escolha de equipamentos de bordo que proporcionem vôos ainda mais agradáveis, dentre as possibilidades que o avanço tecnológico nos oferece cada vez mais.

Paulo Rockel
Especialista em aviônicos
(Suboficial R1 da FAB)

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