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Clube Esportivo de Voo (CEU) x OLIMPÍADAS
03/07/2013

Por Thais Britto,

No meio do caminho das Olimpíadas, há um clube de aviação. Localizado há mais de 30 anos na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, o Clube Esportivo de Voo (CEU) está prestes a ser desalojado em função das obras do Parque Olímpico. O problema é que, segundo seus dirigentes, a prefeitura não vem cumprindo os termos do acordo firmado em 2011. Fundado em 1981 pelo jornalista Armando Nogueira, o clube reúne um grupo de entusiastas da aviação. No terreno da sede ficam cerca de 150 aeronaves.
Em janeiro de 2011, a prefeitura fez uma parceria público-privada com o consórcio Rio Mais, das empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken, para a construção do Parque Olímpico. Ofereceram essa área como moeda de troca para fazerem as obras de infraestrutura no local. Nossa saída ficou acertada, mas a prefeitura disse que receberíamos uma indenização e um novo local para instalar o clube – explica Ricardo Buzelin, diretor jurídico do CEU.
A indenização prometida não saiu, no entanto, nenhuma das duas iniciativas saiu do papel, segundo Buzelin. Ele conta que a prefeitura chegou a acenar com uma solução, ainda em 2011: uma área em Guaratiba, oferecida pelo Exército. Mas, logo depois, descobriu-se que o local era uma reserva biológica. Há cerca de um mês, o CEU recebeu uma notificação de despejo: tinham até ontem, dia 30 de junho, para sair da área. E foi apenas no meio do mês de junho, segundo o diretor jurídico, que veio a indicação de um novo lugar para as instalações do clube, em Nova Iguaçu.
O local não é o ideal porque não tem espaço suficiente. Poderíamos terraplanar e fazer espaço lá, mas precisamos de mais tempo. São 150 aeronaves, 85 funcionários, duas escolas, três oficinas... É impossível – define Buzelin.
O grupo se encontrou com o prefeito Eduardo Paes na última sexta-feira. O resultado: a prefeitura estendeu o prazo para saída em 10 dias.
O prefeito de Nova Iguaçu acenou com a possibilidade de irmos para lá em caráter provisório. Mas precisaríamos de 6 a 8 meses para construir a estrutura provisória. É preciso arranjar uma outra solução. Nós temos um contrato de concessão de uso, assinado em 1998, válido por 99 anos. Quem está quebrando esse contrato é a prefeitura – critica o diretor, lembrando que não há qualquer notícia sobre a indenização, que seria de R$ 12 milhões. Nada foi pago ainda, nenhuma parcela.
De acordo com a auditoria do Tribunal de Contas do Município, o cronograma de obras previa que o espaço de Jacarepaguá estivesse liberado desde dezembro do ano passado.

Fonte: Extra Online via Assuntos Militares.

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