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Mulheres no Comando
08/12/2013

Por Thatiane Favero.

Sou capaz de conseguir ver Amelia Earhart sentada sob a asa de seu Old Bessie com um largo sorriso de satisfação estampado no rosto, observando lá de cima um número cada vez maior de mulheres tomando conta dos céus...

Me faz pensar que a frase “We can do it” com a imagem de Rosie, a mulher rebitadeira que estampou os posteres durante a Segunda Guerra Mundial, nunca foi tão atual!

Diferente de Amelia, que realizou voos dificílimos contando com a ajuda de seu homem navegador, hoje nós mulheres temos um GPS para chamarmos de MEU!

E aqui vou contar um pouco da história de uma dessas mulheres apaixonadas por uma máquina voadora:
Praticamente cresci na Pedra Grande, cidade de Atibaia, vendo meu pai saltar de asa delta todo final de semana; meu avô servindo-lhe de cabo e minha mãe de resgate! Vez ou outra eu corria atrás dele morro abaixo e acho que por este motivo sempre que eu via me jogava em seus braços de onde quer que estivesse na certeza de que ele iria me pegar.
Minha primeira experiência de voo foi aos 3 anos, quando eu estava no alto de uma escadaria e ao vê-lo simplesmente me joguei! Posso garantir que o pouso não foi dos mais bonitos de nossas vidas... Rendeu-lhe uma perna engessada.
Durante a infância e adolescência fui meio moleca, empinava pipas, andava de skate, patins, tinha as pernas e joelhos ralados... Na empresa de meus pais costumava ficar na oficina ao invés do escritório! Claro que, assim como todas as meninas da minha idade, eu tinha as minhas Barbies e adorava brincar com elas, mas a bancada cheia de ferramentas me fascinava, era um prato cheio!
Eu queria ficar ali mexendo nas chaves de fenda, philips, apertando parafusos, dobrando chapinhas e sempre gostei de furadeiras! Não via a hora de poder mexer naquela enorme furadeira de bancada! Ela parecia imensa aos meus olhos e eu achava que ela era a solução de todos os problemas! Eu via os funcionários toda hora lá e os seguia só para ver a mágica que aquela máquina era capaz de fazer!
Na minha cabeça de criança eu pensava que com uma furadeira na mão seria capaz de mudar o mundo!!!
Com o tampo aprendi que não é bem assim... posso apenas mudar alguns quadros de lugar, instalar persianas, mas ainda assim adoro furadeiras!
Ainda na adolescência comecei a aprender a pilotar o trike; o tempo passou e eu senti a emoção de meu primeiro voo solo, que costumo comparar ao nascimento de um filho! É algo grandioso aprender a dominar uma máquina voadora, elas possuem vida própria assim como sapatos, eu garanto!
Que mulher nunca ouviu um sapato gritar de dentro de uma vitrina: “– Sério mesmo que você vai me deixar aqui???” Rsrsrss...
Homens... Isso realmente acontece!!!
Acontece que sapatos são mais diretos e calculistas, diferentemente de aeronaves que são verdadeiras contadoras de deliciosas histórias!
Ao tocar um avião ou ao sentar em meu Tango Alfa Tango sou capaz de ficar ali horas e horas, sentindo e ouvindo cada “palavra”, cada hora registrada pelo horímetro, cada barulhinho diferente que o motor emite, os instrumentos atingindo as faixas verdes dizendo: “– Estou pronto, agora podemos ir!”, o som da hélice cortando o vento e seus machucados causados por algumas pedras que porventura encontrou no caminho, a teimosia da asa em querer encarar o vento, a valentia com que briga contra uma turbulência, o desgaste dos pneus e alguns arranhões na pintura... Ahhhhh... Isso sim é saber contar história! Fico imaginando o que têm para me contar os velhos Mustangs!
Percebo que, apesar de ainda ser um ambiente dominado pelos homens, há muitas mulheres interessadas nessas máquinas voadoras contadoras de histórias e é bom demais ouvi-las na fonia! A voz feminina em meio a tantos homens brilha por si só, parece que quando uma mulher aperta o PTT todos param para ouvi-la! Há uma certa magia, um colorido especial!
Não posso deixar de mencionar que esse toque feminino é sempre necessário durante a organização de uma grande viagem e isso eu sempre fiz questão com a turma do Adventure Flying Team (equipe de trikeiros)! Desde o envio de e-mails lembrando os membros de levarem luvas, biscoitos, roupas adequadas e água até o planejamento da navegação. Ultimamente os tenho acompanhado em voo e é sempre uma delícia chegar aos lugares pilotando uma aeronave, principalmente sendo mulher! É comum ouvir em voo elogios do tipo: “– Que bacana ouvir uma mulher pilotando trike! Parabéns!!!”
Dias atrás eu lá estava na perna do vento da cabeceira 02 de Atibaia, pelo setor WISKEY e vi um avião em instrução – imagine o quanto de história esses têm para contar também! – ingressando na perna do vento no setor oposto, o que é comum devido ao acordo operacional que temos lá.
O comandante “cantou” seu ingresso na fonia e como de praxe eu dei preferência a ele, apesar de estar quase para girar a perna base.
O comandante do avião agradeceu, mas logo me alertou:
– Comando, fique atenta!!! Há uma asa delta motorizada próximo à base também pelo setor WISKEY!
Notei um tom de apreensão em sua voz.
Eu muito calmamente disse:
– Ciente comandante, a asa delta sou eu! Estou alongando para lhe dar prioridade!
Um breve silencio na fonia e só ouvi cantar novamente ao arremeter.
Fiquei pensando, por que será que ele achou que no trike não poderia estar uma mulher ou ficou com medo exatamente por ser um trike?? (Rsrsrss)
Seja lá o que ele tenha pensado naquele momento, fizemos mais alguns procedimentos e coincidia de sempre estarmos juntos na perna do vento em setores opostos! E em todas as vezes dei-lhe a preferência.
No último pouco foi com um sentimento especial de realização e não foi só por mim, mas por todas as mulheres que escuto na fonia, pela minha mãe, que apesar de não gostar de voar, sempre acompanhou e apoiou meu pai em seu sonho, por todas as namoradas, noivas, esposas e companheiras de homens, e por ter o privilégio de poder voar!
Ao ser questionada se é preciso fazer força para pilotar trike, costumo dizer que assim como nos aviões é preciso pilotar com alma, é preciso senti-lo!
Com o tempo a gente aprende a escutar o que essas maravilhosas máquinas têm para nos contar e na realidade não somos nós que aprendemos a pilotá-las, elas nos ensinam como conduzi-las assim como o homem conduz sua dama em uma valsa!

Fonte: Ultraleve News N.66

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